Unimed Uberlândia lança metodologia DRG para gestão da assistência com foco na qualidade



 

O sistema de categorização de pacientes de acordo com a complexidade assistencial, conhecido como DRG (Diagnosis Related Group), foi lançado oficialmente pela Unimed Uberlândia nesta terça-feira (24/10), para médicos cooperados, gestores de hospitais credenciados e colaboradores da Cooperativa.


 


Durante o evento, a médica Dra. Tânia Moreira Grillo Pedrosa, cofundadora da DRG Brasil, apresentou o funcionamento da metodologia que atualmente beneficia mais de 10 milhões de habitantes no Brasil e vem sendo implantada pela Unimed Uberlândia há dois anos e meio.

 

O modelo tem duplo objetivo: oferecer qualidade e segurança de assistência com produtividade e garantir a sustentabilidade de hospitais, médicos e financiadores do sistema de saúde.

 

Após a apresentação da especialista os participantes puderam se manifestar com relação à proposta de implantação do programa. A seguir conheceremos a opinião de alguns dirigentes de hospitais credenciados:

 





Dr. Roberto Botelho

Presidente - Hospital UMC

“A melhor maneira de comentar (sobre o DRG) é recorrendo aos números. O UMC é um dos principais players de colaboração com a Unimed nesse cenário. Eu trabalho em sete países, incluindo o país mais desenvolvido da América Latina, que é o Chile. Nós temos, absolutamente convictos, a noção do determinismo tecnológico, da computação cognitiva, da internet das coisas e da computação nas nuvens. Não é o homem que determina o rumo, e sim a tecnologia. Essa inovação que é lidar com os dados, extraindo a informação necessária através da supercomputação, é irreversível. A Unimed Uberlândia está de parabéns porque ela está no caminho. A dificuldade que existe aqui, por incrível que pareça, é a gestão de pessoas, porque a tecnologia está disponível. Eu tenho participado desse fórum a nível mundial e, discutindo esse assunto junto com a Joint Commission, vimos que esse é o caminho. A Unimed vê na nossa prática diária qual é o nosso apoio e compromisso, independente de discurso ela sabe que o UMC é um hospital que está consciente disso e está sintonizado com práticas mundiais para implementar em Uberlândia. Esse é o caminho, não há outra opção. Eu cumprimento a Unimed pela maneira que ela está fazendo: com gestão de pessoas.”

 

Daniel Barros Pereira

Presidente - Orthomed Center

“Há 15 anos quando comecei, o hospital Orthomed Center tinha somente 8 leitos e eu fui obrigado a otimizar muito esses leitos. Eu não podia deixar o paciente internado porque o número de cirurgias era muito grande. Por isso descobri que era muito melhor você girar o mesmo leito com muitos pacientes do que deixá-lo internado muito tempo. Esse é o sistema moderno que tem que ter. Você não precisa ter muito leito para ter qualidade boa. Eu sempre conversava com a Unimed para olhar que eu faço o que tem que ser feito: o resultado é o sucesso das intervenções com menos complicações. Até pouco tempo eu não via uma luz no final do túnel que agora eu acho que tem com o DRG. É tudo que eu quero, estava esperando por isso aí e de repente aconteceu. Eu quero realmente que meu hospital seja auditado, que seja verificado, que eu seja cobrado por fazer o melhor, mas eu quero também tentar receber por aquilo que eu faço bem.”

 

Dr. Gilson Fayad

Diretor Presidente - Hospital Santa Genoveva

“O DRG é uma ferramenta muito importante. A gente tem que aproveitar sim. O que eu digo é que temos que ter cuidado na implantação porque ela não é simples, ela depende de informação. Há dificuldade de se montar os grupos que sejam realmente confiáveis. Nesse momento não adianta querer pagar por performance. Nos países aí de fora o DRG ficou 10 anos apenas como uma ferramenta de gestão. E aqui no Brasil, como nós estamos começando, corremos o risco de classificar erroneamente. Então eu gostaria de conhecer mais, sou a favor do estudo da implementação. A ferramenta é muito útil, mas nós precisamos amadurecer o corpo clinico, amadurecer a gestão do hospital porque, se não, o barco afunda ou de um lado ou de outro e nós não queremos nem que o barco afunde do lado do plano de saúde, que é a nossa fonte pagadora, mas nós também não podemos morrer. A implantação deve ser compartilhada, séria e confiável, onde os dois lados fiquem tranquilos em implantar. Então é um aprendizado em conjunto”

 

Dra. Daniela F. Alvim

Diretora Clínica - Santa Clara

“Eu acho muito válido. A Unimed tem que implementar esse tipo de atitude porque se não a operadora não vai sobreviver diante das mudanças do mundo atual. E também ajuda os hospitais a trabalharem com melhor eficiência. Em todos os sentidos o cliente acaba ganhando. Ele ganha com a qualidade na assistência e ganha futuramente com planos mais baratos.”

 

Dr. Emerson N. Costa

Diretor Clínico - Santa Marta

“Eu acho que realmente é um modelo que tem que ser avaliado na cidade. A grande discussão é fazer essa avaliação de como anda a situação de cada hospital, de cada colega médico também, mas a grande pergunta que eu acho que tem que ficar é: como isso vai ser implementado depois? A partir desses dados que vão ser gerados, como eu vou utilizar isso na prática? Remuneração? Punição? A grande questão final será essa. Sem sombra de dúvidas precisa ter uma análise do panorama local de cada hospital e de cada cooperado. Ainda mais que os custos, a cada dia que passa, aumentam na medicina. Realmente precisa de uma ferramenta nesse sentido. Acho que é o início, realmente está de parabéns nesse sentido de encontrar uma ferramenta para se utilizar, agora as discussões posteriores de como realmente implementar os dados que nós teremos acho que vai precisar de mais reuniões, com certeza.”

 

 





Fonte: Unimed Uberlândia